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Comentário sobre o documentário Indios no Brasil, quem são eles?
Disponível em:  Ensino Fundamental Final: Pluralidade Cultural: Vídeos
Ensino Fundamental Inicial: Pluralidade Cultural: Vídeos
Endereço eletrônico:  dominiopublico.gov.br

O vídeo demonstra o nível de conhecimento e a opinião das pessoas – que se consideram brancas - em relação aos índios.

Enquanto eles – os índios - prestam algumas informações visando esclarecer conceitos equivocados e preconceituosos sobre seu povo.

São filmagens externas, à luz do dia, em ambientes diferenciados que variam entre urbano e rural de acordo com os entrevistados (índios ou “brancos”).

A sociedade

Nota-se que a população é desinformada em relação ao índio. As entrevistas mostram as opiniões distorcidas, retrógradas e superficiais de quem não tem contato com os costumes e crenças indígenas.

Algumas pessoas se limitam ao que aprenderam nas escolas, outras nem isso, apelam para os preconceitos ou recorrem ao velho estereótipo do índio que usa cocar, anda nu pela floresta e dança para chamar chuva. Uma parte, até considerável, dos entrevistados acha que se por acaso o indígena resolve estudar, entrar para a universidade e usar roupas comuns, deixa de ser índio.

Identidade e cultura

O nativo está preso aos signos que o representam. Mas ninguém perde a identidade somente por querer mais conhecimento, ou roupas, e nem por mudar de cidade, estado e até mesmo país em busca desses objetivos.

A cultura indígena não tem a divulgação que merece. As pessoas não se identificam com essa etnia que, certamente, deixou seu traço genético na maioria das famílias brasileiras. São poucos os que se interessam pelas necessidades, ou respeitam os direitos do índio, cidadão brasileiro.

A maioria da população, provavelmente, já usou algum artefato indígena – brincos, colares etc. -, mesmo sem saber. Afinal, são peças exóticas, belíssimas e logo caem no gosto das mulheres. E de alguns homens também.

Conceitos e preconceitos

Por conta do preconceito histórico de que o índio é preguiçoso e mau – mata gente e come -, vários descendentes não assumem sua origem. Entre as pessoas entrevistadas, algumas que se julgam “brancas” são visivelmente mestiças.

Por sua vez, os índios entrevistados também têm opiniões firmes a respeito do “homem-branco”, que, de acordo com eles, é mau – mata índio.

E nesse caso não é preconceito. É fato.

Crescimento populacional

Apesar de todos acharem que o índio está em extinção, como se fosse animal, a população indígena tem crescido consideravelmente (350 mil pessoas e 300 culturas) e o segundo ou terceiro maior povo do país está no sul.

Consideração

Obs: Até mesmo a alienação em relação ao povo indígena é desrespeito. Pessoas que participaram de forma categórica na construção da nossa história merecem ao menos a curiosidade daqueles que herdaram parte da cultura, da terra, da descendência e até da linguagem indígena.

No vídeo, o que se percebe é que enquanto os “brancos” mostram desinteresse e desrespeito (houve quem dissesse ser contra o índio), os indígenas, através de entonação da voz, ou pintura no rosto, se posicionam na defensiva, assim como foi no início –  primeiro contato com o homem branco.

A Onda

Posted on: 19/02/2010

imagem do blog cafesfilosoficos.wordpress.com/.../a-onda-2008/

Onda: ímpeto, força, furor, fúria, poder, violência.

(Dicionário de sinônimo e antônimo Houaiss)

E você, já embarcou numa onda qualquer só para se sentir parte de algum grupo? Nesse filme Dennis Gansel mostra que, mesmo nos dias atuais, isso é mais comum do que parece. Um número cada vez maior de pessoas assumem certas ideias e posturas apenas para serem aceitas, ou se sentirem especiais.

Sinopse

 

Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

 

***      ***

E o que eu tenho a dizer sobre isso?

 

Tenso. Exclusão, ou inclusão – depende do ponto de vista.  Poder, força e ação. O que se percebe é o quanto somos manipuláveis pela demonstração de domínio, a boa retórica, ou mesmo um objetivo em comum. Em dado momento, assistindo ao filme, é possível acreditar nos valores daquele grupo, da onda, como algo positivo.

No início é apenas uma pequena ideia, mas ela vai crescendo tão depressa que em menos de uma semana toma proporções incontroláveis e assustadoras culminando em um final surpreendente.

Uma verdadeira onda engolindo tudo pela frente.

Assista, vale muito a pena.

Título em Português: A Onda
Título Original: Die Welle
Gênero: Drama
Duração: 100 min
País/Ano: ALE/2009
Direção: Dennis Gansel
Roteiro: Dennis Gansel
Elenco: Jördis Triebel, Jürgen Vogel, Maik Solbach, Martin Feifel, Anja Leppehof, Nina Petri, Julia Beerhold, Sebastian Rüger, Alina Schrader, Moritz Macher, Hinnerk Schönemann, Karin Neuhäuser, Steffen Schroeder, Arved Birnbaum, Martina Eitner, Fritz Roth, Bruno Schmitz, Mariel Jana Supka e Ute Paffendorf.

Maiores informações no site: http://www.cronicascariocas.com/a-onda.html

Um dos filmes mais esperados pelos adolescentes nos últimos meses teve sua estréia aqui no Brasil na última sexta-feira, 19. E eu, como não dispenso uma boa história, corri com meus filhos para a sala de cinema mais próxima. Tudo ia muito bem, no estilo filminho teens, até que fui surpreendida por uma cena no mínimo estranha, para não dizer idiota mesmo. Ta certo que o público desses filmes não é lá muito exigente, mas, também para isso há limites!

Imaginem aí:

…E Bela chega até a porta da casa de Jacob Black, em sua caminhonete velha. Percebe que uma pessoa caminha sob a chuva rumo a floresta, observa melhor e reconhece Jacob, sem camisa e todo encharcado, para delírio das menininhas de plantão. Bela desce de sua caminhonete e corre em direção ao menino-lobo gritando por seu nome, e quando finalmente o alcança, olha nos seus olhos escuros e pergunta: “Jake, você cortou o cabelo?” – Essa foi a primeira punhalada no coração da parte crítica do público que ocupava as cadeiras dos cinemas (talvez somente alguns pais perdidos, assim como eu).

Alguma coisa me dizia que não seria uma boa escolha, confesso que já tinha assistido Crepúsculo – o primeiro da franquia – e também não achei lá essas coisas. Mas meus filhos gostam, e além do mais, eu também tenho um fraco por filmes de vampiros, lobisomens etc. Mas esse foi um pouco ingênuo, pro meu gosto.

Quando minha tolerância chegava abaixo de zero, agonizante e à beira da morte, veio o golpe fatal: Bela olha para o braço forte e tatuado do moço e completa a pergunta mais do que idiota: “… E fez uma tatuagem?” – Aí eu não aguento. Sinceramente! Ainda bem que Jacob permaneceu calado, me arrepio só em imaginar qual seria a resposta adequada para esse tipo de pergunta.

Olhar crítico

E nesse momento senti uma certa revolta contra as aulas de semiótica que tive com a professora Suzane Costa na faculdade de comunicação. Tantos livros, tantas conversas e nunca mais consegui ver as coisas como antes. Tudo tem que ter uma avaliação crítica, um olhar mais profundo, um questionamento. Meu Deus! Será que nunca mais vou conseguir assistir a um filme pelo simples gosto de me divertir? – Suzane, você consegue? – A culpa é toda sua. Não pense que eu não sei o que você fez comigo. Tirou a minha ingenuidade, e agora? Há há há…

Bem, e quanto ao filme? Pareceu que alguém simplesmente deu ctrl-c no livro de Stephenie Meyer e ctrl-v no roteiro com as falas dos atores. Só faltou um pouco mais de cuidado na adaptação. Porque, vamos combinar que no livro tudo bem né? Já que leitor não visualiza os personagens.

Mas, quando se pode contar com a imagem, algumas falas se tornam desnecessárias, ou melhor, desaconselháveis, pois, pode representar um insulto a inteligência do público.

Fora essa gafe, parece que tudo correu bem, apesar de eu não ter conseguido me concentrar no resto da história.


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