Diário acadêmico

patch

Relatório interpretativo produzido para a disciplina Psicologia e Relações Humanas com enfoque na auto observação, tendo como material de apoio as leituras pertinentes, assim como as experiências vividas no contexto acadêmico, correlacionando com cenas e personagens do filme Patch Adams – o amor é contagioso.

A auto- observação é um exercício de extrema importância para a convivência harmoniosa em grupo, pois algumas características pessoais podem se mostrar verdadeiros entraves no que diz respeito à interação com a equipe, enquanto outras podem atrapalhar no quesito confiança.

Caso o indivíduo não se mostre aberto ao diálogo e interessado nas atividades desenvolvidas, participando das ações e auxiliando a equipe, isso pode acarretar em rejeição do grupo em atividades futuras ou mesmo desencadear o comportamento apático da equipe em relação ao sujeito que se mostrou indiferente e desinteressado. E, mesmo que essas características sejam resultado, não propriamente da indiferença e desinteresse do sujeito, mas da timidez e introspecção, certas técnicas devem ser trabalhadas para amenizar os impactos causados por tais atitudes.

Por outro lado, o ambiente em que o grupo está inserido – tanto no que diz respeito ao “clima” entre os participantes, como o ambiente físico mesmo –  desempenha papel fundamental para o bom andamento dos trabalhos. De acordo com Idanez (2004, p.29), algumas condições devem ser observadas para que haja efetividade na solução dos problemas em grupo: 1) Clima grupal favorável; 2) relações interpessoais que favoreçam a comunicação e a confiança, reduzindo a intimidação dos membros do grupo; 3) estabelecimentos de acordos sobre a forma de resolver os problemas; 4) Liberdade para fixar objetivos e tomar decisões; 5) Aprendizagem acerca das formas mais efetivas para a tomada de decisões.

Algumas situações observadas no filme “Patch Adams, o amor é contagioso” (1998) evidenciam tais observações acerca do trabalho em conjunto, já que alguns colegas do personagem principal, Patch Adams, tinham extrema dificuldade no trabalho em grupo – alguns por falta de confiança, outros por arrogância –, no entanto, a convivência com Patch mudou completamente tais características, sua personalidade generosa e sua atitude acessível desenvolveu confiança e admiração aos que estavam a sua volta. E isso os levou a formar uma equipe bastante efetiva na ajuda de pessoas com transtornos psicológicos e outras doenças. Patch Adams contagiou o grupo com seu bom humor e isso possibilitou uma atmosfera de amizade. De acordo com Idanez (2004):

Nos grupos com uma atmosfera calorosa, permissiva, amistosa, democrática, parece haver maior estímulo para trabalhar e maior satisfação, e os indivíduos e o grupo é mais produtivo. Além disso, há menos descontentamento e frustração, menos agressão. Há mais companheirismo, cordialidade, cooperação e “sentimento do nós”. […] o clima de amizade deve ser sincero e autêntico. Deve estar apoiado na profunda convicção do valor de toda pessoa e no respeito honesto aos pontos de vista dos outros.  (p. 33).

No curso de Psicologia há acadêmicos de personalidades semelhantes à do personagem Patch: sempre otimistas, com palavras acolhedoras e acessíveis. Há também alguns que usam de sarcasmo e brincadeiras inapropriadas, para chamar a atenção para si – porque o fato de estar em um curso de psicologia não garante ao sujeito a generosidade e empatia tão necessárias para o desempenho da futura profissão – e há os introspectivos, que se fecham em si mesmos, talvez para sua própria proteção. As aulas de Psicologia e Relações Humanas (PRH) ajudam, com trabalhos específicos de socialização, a decifrar a personalidade de cada um, e com isso elaborar a melhor abordagem. Pois as pessoas sempre dizem do que precisam, basta que se saiba ouvi-las.

Algumas dessas atividades desenvolvidas em sala demonstram a importância do ambiente físico para o bom andamento dos trabalhos. Por exemplo, quando o ar-condicionado está desligado, por algum motivo – alguns professores tem alergia, ou acham que o barulho atrapalha a aula –, e o clima esquenta literalmente, os estudantes ficam impacientes, inquietos e isso desencadeia outros problemas que atrapalham o desenvolvimento dos trabalhos, são eles: desinteresse ao tema abordado e conversas paralelas, que nada acrescentam ao que está em discussão. As cadeiras posicionadas em fila causam entraves às pessoas que ficam atrás (o fundão, como chamam), pois limitam a visibilidade e dificultam ouvir o que está sendo dito na frente. Assim, corre-se o risco de ter a atenção desses indivíduos dispersa pela inadequação do espaço. Sobre isso:

O ambiente físico ou condições materiais nas quais o grupo atua influi positiva ou negativamente na determinação da atmosfera grupal. Esse ambiente é configurado pela iluminação e ventilação, pela disposição das cadeiras e pelo tamanho do local em relação ao número de participantes. (IDANEZ, 2004, p. 31).

Já o clima da turma, no que diz respeito à harmonia nas relações interpessoais, interfere diretamente na resolução dos problemas, pois o clima “pesado” pode causar animosidade entre as pessoas, que se fecham ao diálogo, ou pior, partem para as agressões verbais. A falta de sensibilidade ou clareza de alguns colegas ao abordarem determinados assuntos, que sensibilizam consideravelmente outros colegas, causou o que chamamos de “clima pesado” e a reação foi de defesa e perda de confiança. A distorção da comunicação também pode se dar por efeitos emocionais, ou seja, “quando nos sentimos inseguros, aborrecidos ou receosos, o que ouvimos e vemos parece mais ameaçador do que quando nos sentimos seguros e em paz com o mundo” (Minicucci,1992,p.55).

Moscovici (1997), ressalta a importância de se fazer uma abordagem sensível às necessidades do sujeito observado, quando o objetivo é dar um feedback, mas essa sensibilidade cabe a todos os tipos de abordagens. No filme, o clima pesado e a importância da abordagem sensível se revelavam sempre que os professores flagravam Patch em suas incursões pelo hospital, visitando os doentes, a fim de animá-los com boas risadas.

Para o desenvolvimento de habilidades sociais entre universitários é preciso uma junção de todos os itens citados acima, ou seja: ambiente acolhedor, equipe amistosa, superação de entraves pessoais (timidez, introspecção, autoisolamento, desinteresse etc.), também é necessário o comprometimento do indivíduo em colaborar e garantir o desenvolvimento positivo do grupo em que está inserido. Os autores aqui referenciados diriam ainda que é indispensável certo nível de parceria, confiança e objetivos em comum. E como afirma Barreto (2003, p. 89), “embora caiba ao professor a maior parte da responsabilidade quanto ao relacionamento com os estudantes, as interações humanas são bidirecionais”, o que acarreta responsabilidade também ao estudante em relação ao professor e colegas.

Neste contexto, o feedback é uma ferramenta indispensável ao sujeito que deseja melhorar as relações interpessoais com seus pares, pois contribui para o aperfeiçoamento das inclusões, abordagens e interações em grupo. Todos nós precisamos saber nossos pontos fortes, para potencializá-los, e os fracos, para corrigi-los.

Ainda mais nas relações interpessoais, o feedback com os elementos emocionais pode ser de grande ajuda na resolução de certos problemas. Quando se diz, por exemplo: Aquela sua atitude fez-me sentir em situação desagradável, tal observação pode esclarecer algumas coisas para ambos, sem com isso invalidar as razões do outro, mas indicar “como a ação repercutiu em nós” (MOSCOVICI, 1997).

A importância da universidade na formação dos jovens deve ser levada em consideração, mas também há grande valor no esforço desse jovem acerca da sua construção pessoal. Patch Adams ilustra muito bem esse ponto de vista durante sua trajetória pessoal e acadêmica.

No mundo em que a revolução tecnológica afasta as pessoas fisicamente; em que todos querem falar e poucos sabem ouvir; em que há abundância de conteúdos disponíveis e escassez de calor humano, talvez seja necessário fazer uma pausa, respirar calmamente, olhar quem está a nossa volta e realmente vê-lo (a). É por essa atenção e evidência que a maioria das pessoas anseia, é sobre esse conteúdo que pesquisamos nas redes sociais, queremos saber o que fazem para chamar a atenção, ou para sentirem-se bem. Mas também queremos ser vistos e ouvidos, precisamos nos sentir importantes.

Então, para o sucesso nas relações interpessoais torna-se imperativo ser mais como Patch Adams e menos como as pessoas que o suprimiam e desacreditavam, assim como essas pessoas que nos subestimam ainda hoje, na vida real. Sejamos menos emissores de conteúdos irrelevantes, vamos transmitir o que realmente importa para o nosso receptor, agregar valor às relações sociais.

E se trocássemos a mensagem no WhatsApp por um aperto de mão, os emotions de coraçãozinho por beijos e abraços de verdade e os elogios via Facebook e Instagram pelo velho e bom “olhos nos olhos”? Para isso não é preciso abrir mão das redes sociais ou de qualquer tecnologia, basta apenas estar presente quando se está com o outro. Vê-lo com olhos compreensivos e ouvi-lo com ouvidos receptivos. Isso garante o sucesso de qualquer relação em grupos grandes ou pequenos, dentro e fora das universidades.

 

REFERÊNCIAS

  1. BARRETO, Maria. Dinâmica de grupo: história, prática e vivências. São Paulo: Alínea, 2003.
  2. IDANEZ, Maria José Aguilar. Como animar um grupo. Petrópolis: Vozes, 2004.
  3. MINICUCCI, Agostinho. Relações Humanas: Psicologia das relações interpessoais. São Paulo: Atlas, 1992.
  4. MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento Interpessoal, Treinamento em Grupo. José Olympio Editora S.A., RJ, Brasil – 1997.
  5. Filme: Patch Adams: O amor é contagioso. Ano: 1998. Direção: Tom Shadyac

CORDEIRO, Mariana Prioli. Universidade de São Paulo, 2013, 33 (3) 716 – 729.

Esquema de estudos

 

  • Duas versões dessa disciplina: uma anterior e outra posterior à crise de referência que atingiu essa área do conhecimento na década de 70.
  • a primeira era marcada pela hegemonia da Psicologia social norte-americana, tinha uma base positivista e Aroldo Rodrigues era seu principal representante brasileiro.
  • A segunda caracterizava-se por fazer uma severa crítica ao modelo biologicista e, principalmente, por defender uma ciência comprometida com a transformação social.
  • A realidade não é um fato externo, objetivo e sujeito à interpretação cultural da ciência. Pelo contrário, é algo construído e reconstruído ativamente.
  • Só podemos falar do real ao nos referirmos a uma multiplicidade de materiais heterogêneos conectados em forma de uma rede que tem múltiplas entradas, está sempre em movimento e aberta a novos elementos que podem se associar de forma inédita e inesperada. Todos os fenômenos são efeitos dessas redes que mesclam simetricamente pessoas e objetos, dados da natureza e dados da sociedade, oferecendo lhes igual tratamento.
  • Significa considerar que qualquer coisa – pessoa ou objeto – cuja incidência modifique um estado de coisas seja um ato, não estabelecendo, a priori o que é social, natural ou tecnológico.
  • Que nenhuma ciência do social pode existir se não explorar, primeiramente, a questão do que e de quem participa da ação – ainda que isso signifique permitir que se incorporem elementos não humanos à resposta.
  • A guerra e o autoritarismo levaram ao enfraquecimento da fé na igualdade de oportunidades e ao esgotamento das garantias de coesão social pelo simples crescimento econômico, fazendo com que instituições – como a escola, a prisão e a fábrica – fossem questionadas, favorecendo, com isso, o fortalecimento das correntes neomarxistas.
  • Nesse mesmo período, a eficácia da Psicologia social norte americana começou a ser problematizada pelos europeus.
  • Na França – por ser “uma ciência ideológica, reprodutora dos interesses da classe dominante, e produto de condições históricas específicas”
  • Na Inglaterra – crítica ao positivismo, que, em nome da objetividade, (perdia) o ser humano.
  • Essa crise de referência começou a fortalecer-se no Brasil e em outros países da América Latina com uma década de atraso. Os principais motivos de insatisfação foram:
  • A dependência teórico-metodológica, principalmente dos Estados Unidos;
  • A descontextualização dos temas abordados;
  • A superficialidade e a simplificação das análises desses temas;
  • A individualização do social e a ausência de preocupação política.
  • Sílvia Lane, fundadora da escola socio-histórica da PUC-SP, é apontada como principal opositora ao positivismo – corrente norte americana – defendida por  Aroldo Rodrigues.
  • A Psicologia social de Aroldo Rodrigues (1972):
  • Estudo científico do processo de interação humana;
  • É uma ciência básica cuja única forma de intervenção é indireta: ela fornece dados objetivos para que tecnólogos sociais possam resolver problemas sociais.
  • Estudar um determinado fato a partir do método científico significa orientar-se pelo seguinte esquema:
  • Parte – se de uma teoria para levantar hipóteses.
  • Testam-se as hipóteses levantadas;
  • Analisam-se os dados colhidos.
  • Por fim, confirmam-se ou rejeitam-se as hipóteses iniciais.
  • Esse esquema deve ser marcado pela neutralidade do (a) psicólogo (a) social em sua procura pelas relações não aleatórias entre variáveis.
  • Apesar de Rodrigues admitir que a escolha do tema e o relatório do cientista podem não ser neutros, para ele, “o produto final, isto é, o conhecimento novo que surge, esse é inexoravelmente neutro, pois toda a comunidade científica o fiscaliza”.
  • Segundo Rodrigues (1989), a ênfase na práxis e no compromisso social do (a) pesquisador (a) foi o principal desencadeador da crise que atingiu a Psicologia social em meados da década de 70.
  • Essa crise só ocorreu devido à ignorância da distinção entre ciência e tecnologia.
  • Assim como fisiólogos não curam doentes, ou físicos não constroem pontes e casas, psicólogos sociais não são os responsáveis por mudar a realidade social, mas sim por produzir conhecimento.
  • A resolução de problemas concretos são tarefas dos tecnólogos sociais.
  • Sílvia Lane:
  • Critica a defesa da neutralidade da ciência e da objetividade dos fatos.
  • Resgata a subjetividade, e não vê o indivíduo como produto de si mesmo.
  • “Se o homem não for visto como produto e produtor, não só de sua história pessoal, mas também da história de sua sociedade, a Psicologia estará apenas reproduzindo as condições necessárias para impedir a emergência das contradições e a transformação social” (Lane, 2001, p. 15).
  • Uma atuação mais consequente da Psicologia, na qual teoria e prática devem andar sempre juntas.
  • Considerar a Psicologia social como práxis significa abrir mão da busca pela neutralidade científica.
  • Tanto o pesquisador quanto o pesquisado são, ao mesmo tempo, produtos e agentes histórico-culturais:
  • Definem-se por meio de relações sociais que tanto podem reproduzir as condições sociais em que ambos estão inseridos quanto podem transformá-las.
  • Conclusões:
  • Ao contrário do que afirmam alguns autores, a crise de referência não representou um divisor de águas propriamente dito – afinal, ela não eliminou por completo a Psicologia social norte-americana e a substituiu por uma ciência dita politicamente comprometida.
  • A despeito de ocorrerem em locais distintos e de possuírem diferentes objetivos e modos de intervir, as diferentes versões da Psicologia social são chamadas da mesma maneira, são todas chamadas de Psicologia social:
  • Esse rótulo funciona como uma espécie de ponte que une diferentes espaços e práticas:
  • Cria semelhanças;
  • Articula as realidades de um objeto múltiplo.
  • Todos os cursos de graduação em Psicologia do País possuem ao menos uma disciplina voltada para a Psicologia social.
  • Coexiste a ciência básica – que faz uso de laboratórios, experimentos e escalas para estudar o comportamento interpessoal – com a ciência politicamente comprometida e preocupada em entender como o ser humano se torna agente da História.
  • Para contar a história da Psicologia social brasileira, não basta falar de personagens e de fatos, mas é preciso, também, falar de práticas, objetos, instrumentos… Atores humanos e não humanos.
  • Ao admitirmos que, em um campo do conhecimento, coexistem diferentes teorias, metodologias e objetos de estudo, nós admitimos ser complexa a realidade.

 

 

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Texto com base nesta obra

As regras servem para tentar resolver problemas, são gerais e não são infalíveis. Por fim, elas não substituem a intuição, nem a imaginação do cientista. Alguns filósofos afirmam que há sempre um método para melhor testar e selecionar as hipóteses mais funcionais. O método científico é definido como aquele que procura resolver os problemas da pesquisa por meio de suposições. Essas suposições são as hipóteses que contém previsões sobre o que deverá acontecer sob determinadas condições. A hipótese científica deve ser testada através de experiências e observações, ela será aceita caso os testes obtenham os resultados previstos por ela. Vale ressaltar que essa aceitação é provisória e se sustenta até que a hipótese seja refutada por novos testes. Para testar a hipótese é preciso a verificação experimental, que consiste em observação e coleta de dados que são selecionados de acordo com os critérios de interesse para a pesquisa.

Os teóricos do século XlX buscavam responder a certos tipos de questões como:

  • O que é a natureza humana?
  • Por que a sociedade é estruturada da forma que é?
  • Como e por que as sociedades mudam?

E essas são as mesmas questões que os sociólogos buscam responder hoje em dia.

AUGUSTO COMTE – filósofo francês (1798 – 1857)Comte

Inventou a palavra Sociologia; Comte buscou criar uma ciência da sociedade que pudesse explicar as leis do mundo social da mesma forma que a ciência natural explicava o funcionamento do mundo físico. Ele acreditava que “desvendar as leis que governam a sociedade humana poderia nos ajudar a modelar nosso destino e a melhorar o bem estar da humanidade”.

Comte afirmava que a sociedade se conforma com leis invariáveis
, da mesma forma que o mundo físico. O positivismo de Comte sustenta que a ciência deveria se preocupar somente com entidades observáveis, que são conhecidas diretamente pela experiência.

Uma abordagem positivista da sociologia acredita na produção de conhecimento sobre a sociedade baseada em evidências empíricas, tiradas à partir da observação, da comparação e da experimentação.

Comte criou a lei dos três estágios, que se baseia na premissa de que os esforços humanos para entender o mundo passaram por três estágios: teológico, metafísico e positivo. Assim, na parte mais tardia de sua carreira, Comte propôs uma religião da humanidade, que abandonaria a fé e o dogma em favor de um fundamento científico. A Sociologia estava no centro dessa nova religião. (pág. 28).

ÉMILE DURKHEIM – autor francês (1858 – 1917)durkheim

Esse filósofo via a Sociologia como uma nova ciência que poderia elucidar questões filosóficas tradicionais ao examiná-las de uma maneira empírica.

Para Durkheim, o primeiro princípio da Sociologia era estudar os fatos sociais como coisas e, com isso, queria dizer que a vida social poderia ser analisada tão rigorosamente quanto os objetos ou os eventos da natureza. Três dos principais temas estudados por ele são:

  • A importância da Sociologia como uma ciência empírica;
  • A ascensão do indivíduo e a formação de uma nova ordem social;
  • As fontes e o caráter da autoridade moral na sociedade.

De acordo com Durkheim, os fatos sociais são meios de agir, pensar ou sentir, que são externos dos indivíduos e têm sua própria realidade fora das vidas e das percepções das pessoas individuais. Ou seja, os fatos sociais exercem um poder coercitivo sobre os indivíduos., pois, as pessoas, com frequência, seguem padrões que são gerais à sua sociedade.

Os fatos sociais podem forçar a ação humana numa diversidade de maneiras, indo da punição absoluta – no caso de um crime – à rejeição social – caso de comportamento inaceitável – e a simples incompreensão, como no caso de uso inapropriado da língua.

Durkheim acreditava que a solidariedade mantinha a sociedade unida, assim construiu o argumento de que “o advento da era industrial significava um novo tipo de solidariedade”. E assim, contrastou dois tipos de solidariedade, mecânica e orgânica, e as relacionou com a divisão do trabalho e com o crescimento de distinções entre diferentes ocupações:

  • Mecânica: caracterizada pelas culturas tradicionais com baixa divisão do trabalho. Solidariedade por semelhança, indivíduos diferem pouco. A comunidade pune qualquer um que desafie os modos de vida convencional, assim há pouco espaço para divergência individual. Ex: clãs, tribos.
  • Orgânica: O consenso, a unidade, resulta da diferenciação. Indivíduos não se assemelham. Ex: sociedades industriais.

A anomia, para Durkheim, é a ausência de normas de solidariedade, como uma doença social, crise.

KARL MARX (1818 – 1883) 

 Dialética materialista;

Materialismo histórico.

Objeto de estudo: Capitalismo

Conceitos:

1 – Realidade:  é a mais ampla e incorpora o futuro.

2 – Produção: motor da sociedade; pressuposto histórico.

3 – Meios de produção: Tema; fábrica.

4 – Bens de consumo: produzido por um meio de produção.

5 – Capital: fonte, riqueza.

6 – Forças produtivas: capital + trabalho.

7 – Relações de produção: relação de propriedade

8 – Classe social: Só existem duas – a) detém a propriedade; b) não detém a propriedade.

9 – Infraestrutura: relações econômicas; bases materiais; relações entre forças produtivas e relações de produção, ou seja, capital+trabalho.

10 – Superestrutura: instituições jurídicas; políticas; ideológicas; plano simbólico da cultura; plano do espírito, da consciência, das ideias.

11 – Alienação: “tornar-se estranho a si mesmo” ; “não se reconhece nas suas obras”.

12 – Ideologia: falsidade; ideias erradas, distorcidas.

13 – Mercadoria: tem valor de uso – trabalho necessário, trabalho pago. Valor de troca – excedente, trabalho não pago.

14 – Mais valia: apropriação do trabalho não pago; prolonga a duração do trabalho, reduz o trabalho necessário

A maior parte do seu trabalho se concentrou em temas econômicos, mas, como estava sempre preocupado em conectar problemas econômicos a instituições sociais, seu trabalho é rico em percepções sociológicas.

Para Marx, as mudanças mais importantes estavam estreitamente ligadas ao desenvolvimento do capitalismo. Ele acreditava que, quem detém o capital – os capitalistas – formam a classe dominante, enquanto quem não o detém – a massa de trabalhadores – formam a classe operária.  Assim, para Marx, o capitalismo é inerente ao sistema de classes, no qual as relações de classe são caracterizadas pelo conflito.

Este filósofo defendia a ideia de que a relação entre as classes era de exploração, uma vez que os trabalhadores têm pouco ou nenhum controle sobre o seu trabalho e os empregadores são capazes de gerar lucro ao se apropriar do produto do trabalho dos operários.

Sobre Mudança Social: concepção materialista da história

“Não são as ideias e valores que os seres humanos guardam que são as principais fontes da mudança social.” (crítica à Hegel)

De acordo com Marx, a mudança social é estimulada, primeiramente, por mudanças econômicas. “Da mesma forma que os capitalistas tinham se unido para depor a ordem feudal, esses também seriam suplantados e uma nova ordem seria instalada”. Ele acreditava que na sociedade do futuro a produção seria mais avançada e eficiente do que a produção sob o capitalismo.

MAX WEBER – ALEMÃO (1864 – 1920)

Este filósofo rejeitou a concepção materialista da história e viu menos relevância no conflito de classes do que Karl Marx. O contexto histórico da Alemanha era diferente do francês e do inglês, assim, o pensamento alemão se volta à diversidade, enquanto os pensamentos inglês e francês se voltam para a universalidade.

Sociologia de Weber: Compreensiva e tipológica. Preocupava-se com o particular, o específico, o diferente. O autor fez críticas ao positivismo no que se refere a:

  • Ideia de evolução e progresso;
  • Busca de leis;
  • Indivíduo submetido ao coletivo;
  • Questão da objetividade.

Max Weber também criticou o Marxismo:

  • Ideia de evolução;
  • Visão determinista;
  • Econômico determinante;
  • Economia política – juízo de valor.

O método compreensivo de Weber: é o esforço interpretativo, preocupação com o particular e não com o geral. Seu objeto de investigação é a Ação social, ou seja, a conduta humana dotada de sentido; de uma justificativa subjetivamente elaborada. Dessa forma, o indivíduo, que não existia para Marx ou era passivo no processo de Durkheim, passa a ter significado. É ele que dá sentido à ação social. Esse sentido é construído na relação social.

Para lembrar: a preocupação com a subjetividade é uma perspectiva interpretativa. De acordo com Weber, os indivíduos tem a habilidade de agir livremente e de moldar o futuro.

Assim, o autor concluiu que certos aspectos das crenças cristãs influenciaram fortemente o surgimento do capitalismo. Em sua concepção, ideia e valores culturais ajudam a modelar a sociedade e modelam nossas ações individuais.

Max Weber construiu o “tipo ideal”, ou “tipos puros” como recurso para descrição da realidade empírica. São modelos conceituais que podem ser usados para compreender o mundo. Ou seja, trata-se de uma construção analítica, não existe na realidade.

O autor descreve 4 tipos puros de ação social:

  • Tradicional
  • Afetiva ou emocional;
  • Racional orientado para fins – lucro;
  • Racional orientado para valores.

CAP. 1:

Neste capítulo o autor afirma que “apesar das tensões e divisões sociais, e o ataque destrutivo da tecnologia moderna ao ambiente natural, temos a possibilidade de controlar nossos destinos e moldar nossas vidas para melhor.” (pág. 24).

O que é a Sociologia? R: Para Giddens, é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. É o estudo do nosso comportamento como seres sociais. (pág. 24). A abrangência deste estudo inclui desde encontros ocasionais, na rua, entre indivíduos, até a investigação de processos sociais globais.

Sob o subtítulo “Desenvolvendo uma perspectiva sociológica”, o autor esclarece que “o trabalho sociológico exige imaginação sociológica, e essa exige que pensemos fora das rotinas familiares de nossas vidas cotidianas, a fim de que a observemos de modo renovado”. E assim, descreve os vários desdobramentos sociológicos e questionamentos que surgem de um estudo sobre o simples fato de tomar café.

Diz que os sociólogos estão interessados em saber como a globalização aumenta a consciência das pessoas acerca de assuntos que vêm ocorrendo em cantos distantes do planeta, estimulando-as a desenvolver novo conhecimento em suas próprias vidas. (pág. 25).

Giddens usa o divórcio e desemprego para ilustrar casos em que uma tragédia pessoal pode representar também amplas tendências sociais “sua decisão individual reflete sua posição numa sociedade mais vasta”. E mais, afirma que “os ambientes sociais dos quais viemos tem muito a ver com os tipos de decisões que achamos apropriadas”.

De acordo com o autor, embora sejamos influenciados pelos contextos sociais em que nos encontramos, nenhum de nós está simplesmente determinado em nosso comportamento por aqueles contextos. Possuímos e criamos nossa própria individualidade. E, é trabalho da Sociologia investigar os contextos entre o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos. Os contextos sociais em nossas vidas não consistem apenas em um conjunto aleatório de eventos ou ações; eles são estruturados ou padronizados de formas distintas.

Sobre nossas atividades, Giddens esclarece que elas estruturam, modelam, o mundo social ao nosso redor e, ao mesmo tempo, são estruturadas por esse mundo social. O conceito de estrutura social é muito importante na Sociologia. Porque as sociedades humanas estão sempre em processo de estruturação. Elas são reestruturadas a todo o momento pelos próprios “blocos de construção” que as compõem, ou seja, os seres humanos.

COMO A SOCIOLOGIA PODE AJUDAR EM NOSSAS VIDAS? (PÁG. 27)

Ela nos permite ver o mundo social à partir de outros pontos de vista, pois, se compreendemos como os outros vivem, adquirimos melhor entendimento de quais são seus problemas.

A pesquisa sociológica oferece ajuda prática na avaliação de resultados de iniciativas políticas.

A sociologia nos oferece autoesclarecimento e maior autocompreensão. E mais, grupos de autoesclarecimento podem se beneficiar da pesquisa sociológica e responder de forma efetiva às políticas governamentais ou formar iniciativas políticas próprias. E alguns como alcoólicos anônimos, ou mesmo movimentos sociais, são exemplos de grupos sociais que buscam realizar diretamente reformas práticas, com considerável sucesso.

O DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO (PÁG. 27)

“A Sociologia diz respeito às nossas vidas e ao nosso próprio comportamento. Estudar nós mesmo é o mais complexo e difícil esforço que podemos empreender.”

O estudo objetivo e sistemático da sociedade e do comportamento humano é um desenvolvimento relativamente novo, cujos primórdios datam de fins do século XVlll. O cenário que dá origem à Sociologia foi a série de mudanças radicais introduzidas pelas “duas grandes Revoluções” da Europa dos séculos XVlll e XlX.  A Revolução Francesa, de 1789, e a Revolução Industrial.

O surgimento da indústria levou à migração de camponeses da terra para as fábricas e para o trabalho industrial, causando uma rápida expansão de áreas urbanas e introduzindo novas formas de relações sociais.

 

Definições básicas:

  • Estudo relativo ao método de produção de conhecimento científico
  • Conhecimento sensível – depende da sensibilidade. Ex: cor, sabor …
  • Conhecimento intelecível ou lógico – tem uma lógica como base para ser compreendido. Ex: 2 + 2 = 4

Epistemologia, nesse sentido, é o discurso sobre o método, uma lógica.

  • O conhecimento Científico obedece à lógica e segue critérios;
  • Os critérios são mutantes e têm história;
  • Pois as coisas que não mudam são eternas, atemporais e não é uma definição de ciência.
  • Os critérios de cientificidade são históricos;
  • Os critérios da ciência não estão na natureza – de certo modo são planos da natureza, assumindo uma característica artificial;

Comentário: O facto de o cientista poder reproduzir em laboratório os fenômenos da natureza comprova que ele detém, de certa forma, o controle sobre uma natureza própria.

Epistemologia é o objeto de estudo da ciência, ou seja, reflexo sobre o saber científico. Está no exterior e é independente das ciências.

  • Reflexão: relação entre o homem e as coisas, mediada pelo pensamento.

Análise semântica:

EPISTÉME – Conhecimento, saber;

LOGIA: Lógica, estudo, razão do que se procura.

  • Razão: estabelecer uma relação entre duas coisas.

PROBLEMA DA CIÊNCIA : razão / lógica / cultura / política …

DISCURSO EPISTEMOLÓGICO:

  • Origens do conhecimento;
  • Método;
  • Sobre o qua …

RELAÇÃO ENTRE EPISTEMOLOGIA E PSICOLOGIA

  • Os ensaios psicológicos foram, na verdade, físicos;
  • Existe, no campo do conhecimento, algo de traumático;

OBS: A subjetividade não existia antes da Revolução Científica Moderna.

 

A Epistemologia mantém ligação à filosofia e Ciência, visto que o objeto da reflexão epistemológica vem da ciência – o saber cientifico. Já seu método de análise vem da filosofia (os princípios de análise).

Não existe apenas uma forma de campo, mas sim, diversas formas de explicar seu processo.

EPISTEMOLOGIA META CIENTÍFICA

  • Está acima da ciência e os princípios da atividade científica;
  • Conhecimento Estado – é uma situação atual, ou seja, não há interesse pelo que houve antes de saber, ou pela história do mesmo;
  • Vista como tribunal da ciência;
  • Pensa a ciência como uma coisa.

EPISTEMOLOGIA CIENTÍFICA

  • Considera o conhecimento como um processo;
  • Tem caráter histórico;
  • Faz crítica ao conhecimento estático;
  • Só existe um processo que não está acabado;
  • Pensar o conhecimento como processo é pensar uma história da ciência.

OBS: É preciso estudar os erros da ciência para entender que o conhecimento é produzido por meio das lacunas. O conhecimento científico é produzido por caminhos sinuosos.

TIPOS DE EPISTEMOLOGIA

1 – Epistemologia Genética:

  • Mais informações sobre o processo de produção;
  • Interacionista
  • O conhecimento é produzido por meio da relação entre sujeito e objeto;

Primado do Sujeito: acontece quando o sujeito imprime certa forma ao objeto. Não há conhecimento no assunto, organizando e construindo o objeto.

Primado do objeto:  é fundado na ideia de que a ciência não constrói nada, então descobre o que já está lá. O objeto se impõe no sujeito que, passivo, so anota suas percepções. Nesse sentido, quanto menos o sujeito interferir, mais ciência há.

Interação: o sujeito eo objeto se influenciam mutuamente. O sujeito constrói o objeto eo objeto influencia a subjetividade.

OBS: Cognição é significado de conhecimento.

Epistemologia não genética:

  • Composta por PRIMADO DO SUJEITO e PRIMADO DO OBJETO.

RELAÇÃO ENTRE EPISTEMOLOGIA E OUTRAS CIÊNCIAS

A função da epistemologia é manter e sustentar o conflito entre as quatro áreas do saber e não permitir que nenhum se sobressaia às outras. Pois, embora autônoma, uma epistemologia depende de outros campos da ciência, sendo quatro domínios que a influenciam:

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1 – FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS

Razão, pensamento crítico, sendo uma epistemologia uma reflexão sobre o conhecimento.

QUESTÃO BÁSICA : limite do conhecimento científico, ou, ou o sujeito conhece o seu objecto dentro dos limites determinados.

2 – HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS

A história das ciências serve para esclarecer como questões do passado, tentativas e erros não conhecimento científico.

QUESTÃO BÁSICA: Como conhecer o passado da ciência sem julgá-lo através do presente.

“O passado não é apenas um cemitério de fatos.”

  • O passado deve ser pensado a partir das ideias;
  • Uma concepção de ciência é uma história que está em construção;
  • Não existe hierarquia entre passado e presente.

3. PSICOLOGIA DAS CIÊNCIAS

A ela interessa a gênese do saber, ou seja, investigar o conhecimento em sua forma rudimentar. Pensar o conhecimento sob a perspectiva do processo psicológico.

Experiência _______ Processos Psíquicos _________ >> Conhecimento.

4 – SOCIOLOGIA DAS CIÊNCIAS

A Sociologia das Ciências surgiu como tentativa de responder à questão da relação entre ciências, sociedade e cultura. Ou seja, o ponto de convergência entre eles.

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O lugar da ciência na nossa cultura tem muito peso sobre a construção dos valores.

CONSTRUÇÃO IDEOLÓGICA:  é uma representação da ciência como “saber absoluto”, foi utilizada como construção social para justificar e incentivar o patriotismo ea discriminação entre nações.

PARA PENSAR: A NOÇÃO DE SUBJETIVIDADE NÃO EXISTIA ANTES DA CIÊNCIA MODERNA, OU SEJA, É UM EFEITO DA REVOLUÇÃO CIENTÍFICA.

REFERÊNCIAS

Professor Juliano Moreira Lagoas – em sala de aula.

Gustavo Gerstein: imagens

Japiassu, Hilton Peneira, 1934 – Introdução ao Pensamento Epistemológico. Rio de Janeiro. F. Alves.

 

ImageImagem:http://juliana-tonemai.blogspot.com.br/2008_11_01_archive.html

Não sou mais criança. Cresci, amadureci e entendi que quando a inocência se vai o que fica é uma paisagem morta em torno de mim mesma, apenas a visão realista de um país cruel e ignorante. É como se  antes houvesse uma venda transparente sobre os olhos, distorcendo imagens, conceitos e julgamentos. Mas agora vejo tudo com uma clareza que beira a violência. Quer dizer então que não vivo no “País das Maravilhas”, divulgado pelas propagandas políticas? Esse não é o “País do Futuro”?

Há uma guerra lá fora e ninguém percebe. Luta-se fervorosamente pela sobrevivência, um pouco de conforto e perpetuação da espécie. A gente trabalha até doze horas por dia para garantir o consumo daquilo que a TV divulga como inevitável para “melhorar de vida” – ter mais conforto, parecer mais rico, mais atraente e bem sucedido.

Enquanto, na realidade, para dar ensino decente aos nossos filhos é necessário que se pague por escolas particulares. O pior é que ainda nos sentimos aliviados por não ter que encarar as greves, a violência e o tráfico de drogas, tão comuns nos colégios públicos. Para não morrer ou perder um ente querido nos corredores dos hospitais públicos, ou mesmo esperar por meses pelo atendimento nas filas do SUS, é preciso aderir aos planos particulares de saúde que, aliás, também estão bastante congestionados e restritivos.

Segurança? No Brasil? Separe o dinheiro do assaltante, caso dependa de transportes públicos. No mais, compre alarmes, pague o porteiro 24 horas e confira se seu condomínio possui câmeras. Só por garantia, coloque grades nas janelas e cadeados nos portões, ok? Assim, pode-se viver confortavelmente seguro em prisão domiciliar, enquanto os bandidos tomam conta da selva que é o mundo lá fora.

Ah sim, não se esqueça de que é preciso trabalhar muito, pelo menos três meses inteiros no ano, para garantir o pagamento dos impostos que lhe dão direito à educação, saúde e segurança pública. E aí você pensa: – Mas não é justo!  E não é mesmo, mas sempre tem alguém sofrendo mais injustiças do que você, não é?

Está na hora de tomar a “pílula do crescimento”, arregaçar as mangas e mudar essa situação.

Agora, bora dormir porque amanhã tem que acordar cedo para não chegar atrasado na firma. E lembre-se:Tem gente trabalhando de segunda a sábado por um salário vergonhoso e, ainda assim, sustenta família de cinco pessoas.

Milagre? Não, sobrevivência.

Então pare de apenas sobreviver e lute para VIVER!